Estando LIVRE


Ontem meus acordes e minhas cordas vocais soaram livres, tão à vontade. Cheguei do trabalho, coloquei a guitarra no colo, a gente se entendeu tão bem, senti como se uma redoma de vidro tivesse se formado em volta da gente, onde apenas dentro dela o som pudesse ser ouvido. O próximo estágio é aprender a fazer bonito assim, porém fora da incubadora, para que mais ouvidos conheçam. Esse som, musical e do coração, cada vez mais forte, vai empurrando, pressionando, vai vibrando e a redoma vai se quebrando na medida em que isso for se propagando com mais força como uma ave que não cabe mais no ovo. Isso musicalmente e na vida, de acordo com o ritmo. Incubado a gente tem aconchego, comida fresca, puxão de orelha, sapos engolidos, coisas que depois de fora dela, não se tem mais. Portanto, antes de bater asas para voar é melhor ter certeza de que há penas o bastante e confiar, com o coração, que aquela é a hora de outros ouvidos conhecerem os acordes e os cantos cantados com a voz firme de quem saiu da redoma e está pronto para voar...

O fantástico mundo de Bob

A imaginação é fascinante... Com o tempo a gente vai descobrindo o quão importante é fazermos uso desse recurso tão rico e que já vem de fábrica. É nosso tele transporte, nos permite vivenciar os nossos sonhos, é através da imaginação, dentro de outras combinações, sejam sociais ou de outras fontes de inspiração que impulsionamos nossa fábrica de sonhos, e não é à toa que aquele doce delicioso de creme tem esse nome, os sonhos são sempre muito bons, desconheço algum doce que se chame “pesadelo” e não conheço ninguém que tenha pesadelos para o futuro.
Entrei nesse assunto porque desde que me entendo por gente vivo criando sonhos que se renovam, alguns realizados, outros transformados, mas sempre constantes. Adoro ver uma criança brincando. Se a gente reparar, um menino brincando de carrinho reproduz o som do motor com a boca, a imaginação dele o permite entrar no carrinho e dirigir naquele momento. Coitadas das tampas de panela da minha mãe que eu, quando criança, usava como volante e como câmbio do carro eu usava o batedor de clara de ovos, aquela ferramenta de cozinha que tem um cabo e um espiral de aço acoplado que me dava a sensação de estar trocando as marchas do meu carro. Além das muitas buzinadas que soavam quando eu acionava o apoio no centro da tampa da panela. Hoje tenho a possibilidade de dirigir um carro real, mas não sei se com o mesmo encantamento infantil da fase anos oitenta.
Hoje vejo que sonhar é se projetar para aquilo que a gente quer, mesmo que esses sonhos se transformem por conta de fatores que os façam serem modificados. Mais importante do que ir em busca de um sonho, é não desistir de sonhar, pois foi por me imaginar quando criança dirigindo de brincadeira que hoje dirijo de verdade!

Chuvaaaa

Hoje está um dia como o dia em que fiz o primeiro post aqui no blog, uma chuva fina, constante. A única diferença é que hoje bate aquele ventinho característico do outono que faz a gente ter vontade de ficar embaixo do edredom.
Tenho novos projetos em mente, me falta colocar no papel, ou ao menos concluí-los em tempo hábil de deixá-los redondinhos, assim como minha imaginação acha que tem que ser. Essa chuva, fina e constante me traz inspiração e não tenho dúvida de que ela me banha de encanamento e serenidade para encarar todos os desafios que encontrarei pela frente.
Engraçado que quando me propus a fazer um blog, eu tinha a idéia de escrever sobre o que me cerca, não necessariamente sobre mim. Imaginei até em colocar tudo em terceira pessoa, entretanto me flagro escrevendo como num diário.
Espero continuar observando a importância de calcular bem o nível de detalhes a serem colocados aqui, afinal, ta na net, na rede! Aí é peixe!!.. rs Hoje sem técnico, recém eliminado da Libertadores e recém derrotado pelo Cruzeiro por quatro a zero! :-(

Familiar

Minha base são meus pais e meu irmão. Tenho muito deles (acho que até demais), tanto que tendo tido vontade de achar meu canto. Sinto que as coisas vão mudando, o tempo vai trazendo naturalmente novas formas de enxergar tudo e esse canto que soa no meu ouvido é composto de notas de amadurecimento e essas notas me aproximam cada dia mais dos meus velhos. Lembro do vô, cansado do tempo, e reflito sobre o quão é importante um abraço, um carinho para com nossos pais, um bate-papo com o caçula, afinal o canto vai soando cada vez mais forte, mais presente, o tempo ta passando e não mais tão devagar quanto na infância. Ter muito dos meus pais é gratificante pelo histórico de vida deles, me orgulho sempre que me pego agindo como meu velho agiria e usando e abusando do amor como sempre minha velha faz.
Aos poucos as fases da vida vão me mostrando os encantos e os cantos que meu instrumento chamado “Eu” vai tocando nessa orquestra de sonhos e descobertas.

Futuro no Presente ComPassado

Faz tempo que não escrevo aqui, precisamente um mês e dois dias. Logo hoje, um dia de começo de semana, cheio de novidades à frente, me flagro pensando no passado. Pude "rever", através do orkut, amigos com quem convivi na minha época de ensino fundamental II, no Externato N.S. de Fátima. Lá estudei entre a sexta e oitava série, onde tive momentos que jamais vou esquecer, como a minha dificuldade em encarar o desafio de estudar numa escola particular sendo um aluno com histórico de escola pública. Isso marcou muito, foi forte ter de correr atrás do prejuízo, fazer aulas particulares de inglês, pois nunca tinha tido inglês e na sexta série do Externato a turma já tinha a matéria desde a quinta série, foi uma época em que tive de redobrar minha atenção para acompanhar o ritmo da escola nova, além dos fatores sociais na sala entre os amigos. Isso me fez aprender muito, principalmente sobre a importância da disciplina, aquele era um colégio que muita gente chamava de "Internato N.S. de Fátima" por conta do regime disciplinador da época. Hoje acredito que esteja diferente. Nossa, já faz onze anos! Que saudade!

Empreendendo, superando

Ontem vi um pedaço de uma entrevista com um “portuga” que, se você for santista, deve conhecer. Um dos maiores empreendedores aqui da baixada, dono de um império composto de diversos empreendimentos imobiliários como hotéis, edifícios residenciais, centro de convenções, o que o faz ser considerado como um dos donos de Santos. Esse baixinho portuga é o Armênio Mendes, um cara que em poucas palavras naquela entrevista mostrou uma grande lição no que diz respeito à realização de sonhos através de muito trabalho. Até então eu não conhecia a história de vida dele, achei que tivesse nascido em berço de ouro, mas pelo contrário, pelo que eu lembro, ele disse que veio para o Brasil de onde nasceu (Portugal) na década de 60, foi morar em Vicente de Carvalho numa palafita, trabalhou durante alguns anos na estiva e nas horas vagas, como vidraceiro, arrumava portas trabalhando de porta em porta na região e conseguia sobreviver com o dinheiro extra que entrava, sendo que seu salário recebido da estiva era guardado mês a mês.
Achei muito interessante o depoimento dele, percebi que a palavra “sacrifício” sempre se fazia presente no discurso. Dizia que é importante ter objetivos claros e que abrir mão de certas coisas faz parte desse processo de conquista contínua. Tudo isso seguido de muito trabalho, aliás, mesmo tendo construído um reinado, continua trabalhando por quinze horas diárias.
Enfim, pra você que está lendo pode parecer que encontrei um novo ídolo, mas histórias como a dele existem bem perto da gente, em suas devidas proporções, mas são histórias tão intensas e verdadeiras.
Não é fácil colocar algumas coisas em prática, o desafio é perceber o sentido das palavras e fazer acontecer, não simplesmente assistir ou ler uma entrevista por puro praxe. Bom, ficou nessa postagem um pouco do meu ontem... Sacrifício e foco! Sacrifico é uma palavra forte, não acham? Ou não? Talvez pros mais preguiçosos sim.

Em Mìdia

Tenho refletido sobre a mídia, sobre o poder que ela exerce na vida das pessoas como um todo (me incluo nesse todo). Tenho tido vontade de assistir mais filmes, de estar antenado no mundo virtual, isso é jóia, mas algo que tem pegado de uma semana pra cá é a maneira como as pessoas têm reagido a respeito do “documentário contínuo” que vem sendo feito à cerca do caso da menina Isabela. Digo documentário porque os noticiários vêm acompanhando cronologicamente, em tempo real esse caso, a gente liga a TV e logo já aparece alguma informação sobre o acontecimento, polêmica sobre a provável culpa do pai da menina e da madrasta na execução do crime, etc. Não nego aqui que foi um acontecimento triste, chocante, porém, quando digo sobre influência da mídia no cotidiano das pessoas, me refiro também a este caso. No orkut, alguns dos meus amigos e amigas têm colocado fotos da menina em seus álbuns, vídeos com momentos dela com a família como se fossem pessoas muito próximas, demonstrando uma sensibilização muito forte com o acontecido.
Nosso coração brasileiro tem essa característica acolhedora e afetuosa, isso é marcante e admirável, mas quantos casos como este não acontecem todos os dias? E a epidemia de dengue no Rio de Janeiro? Pessoas sem atendimento nos hospitais, um problema sério digno de documentário, pois trata-se de uma causa pública, pessoas carentes de recurso que passam despercebidas sendo tratadas apenas como estatística. E, sobretudo, é um problema que atrapalha a imagem do Brasil lá fora, afinal o Rio é o cartão postal do país. Enfim, não vejo no orkut nenhuma homenagem às crianças que faleceram com dengue, talvez por se tratarem de estatísticas ou por não terem recursos o bastante para terem orkut com fotos para que nós “sensibilizados” possamos acessar e colocar em nossos álbuns.
Fica minha solidariedade pra todas as pessoas que passam por momentos difíceis, seja por motivo de doença ou de tragédia, porém fica também a reflexão sobre a maneira como a mídia aborda certos casos e a influência disso tudo no coração das pessoas.
Que seja feita justiça, em todos os casos em que ela precisa ser feita.

Moeda do Equilíbrio

O Governo do Brasil, nos últimos dias, tem dado sinais de que irá limitar o crédito para frear um pouco o consumo do povo brasileiro. É curioso a gente ligar a TV, ver a publicidade em massa instigando à todos o consumo dos mais diversos tipos de produtos e isso ligado com o poder de compra que vem crescendo na medida em que a economia do país cresce. Aprendemos a gostar de gastar, a oferta de produtos é enorme, o crédito fácil... Um prato cheio pro esquecimento do significado da palavra equilíbrio.
Não tenho a pretensão de dar uma aula de economia aqui, mas sim colocar esse tema como reflexão sobre nossos conceitos e sobre a curiosa mania do governo de brigar pelo crescimento, carregar isso como bandeira e depois pensar em limitar o crédito. É como tirar o doce da boca da criança antes de mostrar pra ela o quão perigoso pode ser comer doce demais.
As vendas de veículos estão disparadas, está tão fácil comprar um carro hoje em dia, um bem que muitas vezes serve apenas como ferramenta de status, que faz nosso trânsito ficar pior. Mas o problema não é o carro (mesmo porque adoro carro) o problema, eu acredito, está na cultura das pessoas que não abrem mão desse recurso para usar outro tipo de transporte mais sustentável. Seria ótimo também se nosso transporte coletivo fosse melhor estruturado, ta certo que este é um problema recorrente de décadas, mas será que só isso justifica a passividade do povo no que diz respeito à exigência de um transporte coletivo que atenda todas as classes sociais?
É mais fácil remediar: o capitalismo incentiva a compra; o governo oferece crédito; o povo compra, compra, compra; aí o governo, também pressionado pelas fábricas cuja capacidade de produção já está no limite, pede que sejamos menos consumistas, pois o consumo exacerbado pode vir a trazer conseqüências ruins para o país. Curioso, não acham? Será que não seria mais fácil atacar na causa ao invés do efeito? Porque não educar o povo estimulando uma cultura mais sustentável alinhado com o consumo equilibrado dos recursos?
Confio que agindo localmente continuarei colaborando com o todo. Veja que maravilha, andando a pé eu:
>> Não poluo o meio ambiente;
>> Economizo combustível;
>> Faço uma atividade física;
>> Não me estresso com o trânsito.
Se você é privilegiado e pode abrir mão do seu veículo de vez em quando assim como eu, vai em frente, não custa tentar!!

Adriano

Entre Sons, Números, e Sonhos


Tem dia em que dá vontade de esbravejar
Ouvir de algo ou alguém a resposta que me cura
Amadurecer o coração sem endurecer a emoção
Descomplicar a alma inquieta e insegura

É bom ouvir, a música que soa e lateja as mais secas paixões
Pulsa, ferve, bota pra subir no meu desejo que você realiza
Encara a onda de não que encolhe o coração
De quem sonha, de quem tem paixão

Palavras escritas são mais fortes e mais precisas
Falo de amor, de sonhos desejos, os mais loucos
Ir em frente, gritar até ficar rouco
Mesmo que dentro de mim o silêncio não seja pouco

Assim como no mar
Ondas vêm mas também vão
Assim como no meu peito
Os medos vêm, mas também vão

Um brinde à vida


Sonhos se realizam todos os dias, o encanto pela vida se faz presente em meio aos sorrisos e os resultados. O brilho verde dos olhos que guia e mostra o caminho do amor tem trazido o prazer de viver e ajudado a enxergar com cuidado os amores e humores que compõem tudo o que leva a crer que a vida vale a pena.
Agradecendo todos os dias o dom de viver, de saber o que fazer, de ir de encontro aos objetivos, cuidando passo a passo desse encantamento para que se torne cada vez mais vivo e presente dentro do coração.
Agradeço o aconchego da cama, o sonho da noite, o sol ofuscando os olhos, o café da manhã, a ração dos peixes, o privilégio de poder encarar mais um dia de trabalho. Pode parecer pretensão imaginar a vida como um mar de perfeição, mas pessoas de sucesso são um mar de grandes pretensões, em perfeições que pra muitos estão escondidas nas pedras miúdas, que por pequenas te fazem tropeçar. É, pedras grandes são mais fáceis de enxergar e desviar, pedras pequenas são difíceis de enxergar e te fazem tropeçar. Aliás, adoro pedras (não pense que fumei alguma pra escrever isso, ok?).