Batom

Batom não está se sentindo satisfeito. Falta, mas não sabe bem o quê, mas sobram-lhe desejos. Batom quer, ou acha que quer? Batom sabe, ou acha que sabe? Batom não consegue encontrar respostas para esse tipo de pergunta. Batom visualiza, sonha, quer, mas espera. Não se vê em condições de enfrentar algumas coisas. A falta de desafio, ou a falta de “raiva” para desafiar incomoda Batom. O que falta para Batom sentir-se completo? Batom não sabe. Isso aumenta sua angústia. São anos de idade e plurais de sonhos. Batom não está se sentindo certo de que vai conseguir realizá-los e, pior, Batom não sabe se vai conseguir sentir-se realizado.
Quem quer Batom? Compre Batom!

InsPiração

Os jogos olímpicos deste ano têm comprovado a importância da paixão. Os depoimentos e as mensagens de cada atleta após o término de cada “batalha”, seja coroada com medalha de ouro ou prata ou bronze ou mesmo sem medalhas, passam uma energia fortalecedora pros que acreditam no que fazem. Esses dias a emoção seguida de lágrimas de alívio da dupla masculina brasileira de vôlei Márcio e Fábio Luiz evidenciou essa coisa do amor pelo que se propõe fazer. Após uma conquista imagino que um filme passa pela cabeça de qualquer atleta, vejo que a sensação do dever cumprido faz valer a pena todo o esforço da fase de treinamento, de preparação. Porém, independente das dificuldades enfrentadas, da dor de cada privação, o que norteia cada pessoa é a paixão pelo que faz. Quando se tem paixão, tesão, mesmo sem medalha a vitória é percebida. Hoje a seleção feminina de futebol perdeu o ouro, ou melhor, conquistou a prata! E é essa a sensação que nós brasileiros temos a respeito dessas meninas que foram verdadeiras heroínas. Mesmo com adversidades, falta de estrutura e apoio financeiro e institucional, revelaram muita paixão pelo esporte. Ainda não inventaram uma premiação para esse tipo de vitória em que o vencedor é aquele que vai treinar de bicicleta e que encara uma olimpíada provocando medo nas adversárias. Foram pra Pequim levando a confiança e as boas vibes de milhares de brasileiros que torceram pelo ouro, mas que, mesmo com a prata, se sentiram orgulhosos com a garra e a paixão dessas garotas. Quanto ao futebol masculino, que vejo como uma indústria lucrativa composta por estrelas cadentes, cujo brilho só aparece quando querem, estão lá com seus rastafáris nos cabelos, belos brincos nas orelhas e milhões no bolso tentando um possível bronze.
Me insPiro no suor, em quem tem paixão por aquilo que faz, independente do que seja, da posição que está. É a paixão que move o mundo, nossas ações e nossas conquistas.
Apaixone-se!

Um quarto de século!


Este mês, um quarto de século de vida... Ontem cheguei a ouvir que meu irmão, nove anos mais novo que eu, parecia ser mais velho que eu, rs. Não é pra menos, o garoto já está mais alto que meus um metro e setenta e, apesar da pouca idade, tem demonstrado certa maturidade em suas atitudes, o que vejo com alegria, talvez até orgulho por perceber que tenho feito parte da formação dele. Me vejo nele em algumas posturas, no modo de se expressar, de se comportar, é legal isso não é? Gratificante ver esse garoto, que ajudei a escolher o nome e escolhi o apelido, crescer. Além da maturidade dele, eu, desde pequeno, pelo menos fisicamente, sempre pareci ter menos idade. Isso me deixava muito chateado, lembro bem, porém hoje até que vejo com bons olhos, rs. Sinal de que, daqui uns anos, quando chegar nos trinta, ainda parecerei ter um quarto de século. Não sei se hoje pareço ter vinte, mas se meu irmão, para alguns, chega a parecer ser mais velho do que eu com seus dezesseis anos, quem sabe essa média de cinco anos de diferença esteja certa, cinco a mais pra ele e cinco a menos pra mim, certo? rs. Ou seja, vinte e um é a idade dele e vinte a minha, não é o máximo?! Tenho certeza que ele ia adorar essa idéia, afinal qual é o adolescente de dezesseis anos que não adoraria estar com 21, não é mesmo? Eu, particularmente, não sei se gostaria de voltar aos vinte, pois vivi coisas que viveria hoje do mesmo jeito e passar por tudo de novo seria um pouco chato, eu acho. Bom, números, combinações, suposições e interpretações à parte, o senso familiar sempre me trouxe tanto afago e hoje ainda mais. Isso me conforta e me faz perceber o verdadeiro sentido, a essência da vida. Não estou abrindo mão dos meus maiores sonhos materiais para uma vida alternativa, mesmo porque, ontem mesmo me vi dirigindo um Chrysler PT Cruiser, com uma Gibson Les Paul no banco de trás, viajando num dia de sol ouvindo minhas músicas e sonhando, sempre sonhando, renovando e revisitando os valores que me guiam, a fé que preciso para realizar esses desejos com a alma serena e firme nos propósitos, não usando por usar ou para mostrar. Tem uma frase do Lair Ribeiro que diz: “Sucesso é você conseguir tudo o que quiser, ser feliz é querer tudo o que você conseguiu”. Acho muito inspiradora essa frase, me renova, me faz confiar que esse um quarto de século está sendo bem guiado, bem conduzido, que bom sentir isso! Acho que não foi à toa que esse texto ficou tão grande... Obrigado, muito obrigado!

Mudanças, transformações...

Na medida em que a vida vai sendo vivida, a gente vai entendendo certas coisas que ficam guardadas dentro da gente, que são difíceis de expressar em palavras e que representam tanto, talvez seja amor, no sentido mais esplêndido e mais completo da palavra. Quando a gente perde alguém, a presença física de alguém, são tantas as perguntas, fica difícil entender o porquê, porém melhor que entender é confiar e lembrar como foi bom ter vivido e ter enCantado com você.
Nossa vida é passageira e meu coração fica confortado ao sentir que a paz, a alegria e a cumplicidade estiveram presentes acompanhados dos planos musicais que a gente fazia. Ficou aqui uma grande lição para todos nós nesse plano material: o que nos guia são nossas relações, a maneira como lidamos com o outro, a maneira como cuidamos do outro, a maneira como nos preparamos para a vida e para os ciclos que se renovam. Lorkoc que o diga... Sejamos fortes e resistentes à rebeldia, será um bom exercício mostrar a outra face do rosto. Não para levar outro tapa, mas para mostrar o outro lado que não merece apanhar. A vida é tão linda, assim como surpreendente e, por isso, estejamos preparados, de corpo e alma para as mudanças (que pra mim é sinônimo de transformação) que vão agindo dentro de nós e no nosso entorno representando a renovação dos ciclos. Curioso que escrevi sobre ciclos no último texto. Refleti sobre o infinito. É infinito...

Tempo, tempo, mano velho


Poxa, hoje já é o meio do primeiro mês depois da metade deste ano (rs). O tempo realmente está passando tão rápido, às vezes a gente até se pergunta se está dando tempo de fazer todo o necessário. Mas é importante curtir o caminho, o que a gente não percebe é do quão interessante são os meios, talvez até mais gloriosos que o fim, afinal, fim é uma palavra tão finita.
Pensar no fim, por outro lado, pode significar pensar no término de um ciclo e início de outro, nesse processo contínuo, que se transforma sucessivamente de acordo com as fases, os momentos. Não gosto de nada engessado, mas objetivos bem definidos são bons sinais e indicativos de que cada ciclo que se renova é uma batalha vencida. Vejo as batalhas como os passos intermediários na caminhada para o fim. Fim no sentido finito, assim como os ciclos, infinitos como o tempo e como um autorama.

Estando LIVRE


Ontem meus acordes e minhas cordas vocais soaram livres, tão à vontade. Cheguei do trabalho, coloquei a guitarra no colo, a gente se entendeu tão bem, senti como se uma redoma de vidro tivesse se formado em volta da gente, onde apenas dentro dela o som pudesse ser ouvido. O próximo estágio é aprender a fazer bonito assim, porém fora da incubadora, para que mais ouvidos conheçam. Esse som, musical e do coração, cada vez mais forte, vai empurrando, pressionando, vai vibrando e a redoma vai se quebrando na medida em que isso for se propagando com mais força como uma ave que não cabe mais no ovo. Isso musicalmente e na vida, de acordo com o ritmo. Incubado a gente tem aconchego, comida fresca, puxão de orelha, sapos engolidos, coisas que depois de fora dela, não se tem mais. Portanto, antes de bater asas para voar é melhor ter certeza de que há penas o bastante e confiar, com o coração, que aquela é a hora de outros ouvidos conhecerem os acordes e os cantos cantados com a voz firme de quem saiu da redoma e está pronto para voar...

O fantástico mundo de Bob

A imaginação é fascinante... Com o tempo a gente vai descobrindo o quão importante é fazermos uso desse recurso tão rico e que já vem de fábrica. É nosso tele transporte, nos permite vivenciar os nossos sonhos, é através da imaginação, dentro de outras combinações, sejam sociais ou de outras fontes de inspiração que impulsionamos nossa fábrica de sonhos, e não é à toa que aquele doce delicioso de creme tem esse nome, os sonhos são sempre muito bons, desconheço algum doce que se chame “pesadelo” e não conheço ninguém que tenha pesadelos para o futuro.
Entrei nesse assunto porque desde que me entendo por gente vivo criando sonhos que se renovam, alguns realizados, outros transformados, mas sempre constantes. Adoro ver uma criança brincando. Se a gente reparar, um menino brincando de carrinho reproduz o som do motor com a boca, a imaginação dele o permite entrar no carrinho e dirigir naquele momento. Coitadas das tampas de panela da minha mãe que eu, quando criança, usava como volante e como câmbio do carro eu usava o batedor de clara de ovos, aquela ferramenta de cozinha que tem um cabo e um espiral de aço acoplado que me dava a sensação de estar trocando as marchas do meu carro. Além das muitas buzinadas que soavam quando eu acionava o apoio no centro da tampa da panela. Hoje tenho a possibilidade de dirigir um carro real, mas não sei se com o mesmo encantamento infantil da fase anos oitenta.
Hoje vejo que sonhar é se projetar para aquilo que a gente quer, mesmo que esses sonhos se transformem por conta de fatores que os façam serem modificados. Mais importante do que ir em busca de um sonho, é não desistir de sonhar, pois foi por me imaginar quando criança dirigindo de brincadeira que hoje dirijo de verdade!

Chuvaaaa

Hoje está um dia como o dia em que fiz o primeiro post aqui no blog, uma chuva fina, constante. A única diferença é que hoje bate aquele ventinho característico do outono que faz a gente ter vontade de ficar embaixo do edredom.
Tenho novos projetos em mente, me falta colocar no papel, ou ao menos concluí-los em tempo hábil de deixá-los redondinhos, assim como minha imaginação acha que tem que ser. Essa chuva, fina e constante me traz inspiração e não tenho dúvida de que ela me banha de encanamento e serenidade para encarar todos os desafios que encontrarei pela frente.
Engraçado que quando me propus a fazer um blog, eu tinha a idéia de escrever sobre o que me cerca, não necessariamente sobre mim. Imaginei até em colocar tudo em terceira pessoa, entretanto me flagro escrevendo como num diário.
Espero continuar observando a importância de calcular bem o nível de detalhes a serem colocados aqui, afinal, ta na net, na rede! Aí é peixe!!.. rs Hoje sem técnico, recém eliminado da Libertadores e recém derrotado pelo Cruzeiro por quatro a zero! :-(

Familiar

Minha base são meus pais e meu irmão. Tenho muito deles (acho que até demais), tanto que tendo tido vontade de achar meu canto. Sinto que as coisas vão mudando, o tempo vai trazendo naturalmente novas formas de enxergar tudo e esse canto que soa no meu ouvido é composto de notas de amadurecimento e essas notas me aproximam cada dia mais dos meus velhos. Lembro do vô, cansado do tempo, e reflito sobre o quão é importante um abraço, um carinho para com nossos pais, um bate-papo com o caçula, afinal o canto vai soando cada vez mais forte, mais presente, o tempo ta passando e não mais tão devagar quanto na infância. Ter muito dos meus pais é gratificante pelo histórico de vida deles, me orgulho sempre que me pego agindo como meu velho agiria e usando e abusando do amor como sempre minha velha faz.
Aos poucos as fases da vida vão me mostrando os encantos e os cantos que meu instrumento chamado “Eu” vai tocando nessa orquestra de sonhos e descobertas.

Futuro no Presente ComPassado

Faz tempo que não escrevo aqui, precisamente um mês e dois dias. Logo hoje, um dia de começo de semana, cheio de novidades à frente, me flagro pensando no passado. Pude "rever", através do orkut, amigos com quem convivi na minha época de ensino fundamental II, no Externato N.S. de Fátima. Lá estudei entre a sexta e oitava série, onde tive momentos que jamais vou esquecer, como a minha dificuldade em encarar o desafio de estudar numa escola particular sendo um aluno com histórico de escola pública. Isso marcou muito, foi forte ter de correr atrás do prejuízo, fazer aulas particulares de inglês, pois nunca tinha tido inglês e na sexta série do Externato a turma já tinha a matéria desde a quinta série, foi uma época em que tive de redobrar minha atenção para acompanhar o ritmo da escola nova, além dos fatores sociais na sala entre os amigos. Isso me fez aprender muito, principalmente sobre a importância da disciplina, aquele era um colégio que muita gente chamava de "Internato N.S. de Fátima" por conta do regime disciplinador da época. Hoje acredito que esteja diferente. Nossa, já faz onze anos! Que saudade!