Empreendendo, superando

Ontem vi um pedaço de uma entrevista com um “portuga” que, se você for santista, deve conhecer. Um dos maiores empreendedores aqui da baixada, dono de um império composto de diversos empreendimentos imobiliários como hotéis, edifícios residenciais, centro de convenções, o que o faz ser considerado como um dos donos de Santos. Esse baixinho portuga é o Armênio Mendes, um cara que em poucas palavras naquela entrevista mostrou uma grande lição no que diz respeito à realização de sonhos através de muito trabalho. Até então eu não conhecia a história de vida dele, achei que tivesse nascido em berço de ouro, mas pelo contrário, pelo que eu lembro, ele disse que veio para o Brasil de onde nasceu (Portugal) na década de 60, foi morar em Vicente de Carvalho numa palafita, trabalhou durante alguns anos na estiva e nas horas vagas, como vidraceiro, arrumava portas trabalhando de porta em porta na região e conseguia sobreviver com o dinheiro extra que entrava, sendo que seu salário recebido da estiva era guardado mês a mês.
Achei muito interessante o depoimento dele, percebi que a palavra “sacrifício” sempre se fazia presente no discurso. Dizia que é importante ter objetivos claros e que abrir mão de certas coisas faz parte desse processo de conquista contínua. Tudo isso seguido de muito trabalho, aliás, mesmo tendo construído um reinado, continua trabalhando por quinze horas diárias.
Enfim, pra você que está lendo pode parecer que encontrei um novo ídolo, mas histórias como a dele existem bem perto da gente, em suas devidas proporções, mas são histórias tão intensas e verdadeiras.
Não é fácil colocar algumas coisas em prática, o desafio é perceber o sentido das palavras e fazer acontecer, não simplesmente assistir ou ler uma entrevista por puro praxe. Bom, ficou nessa postagem um pouco do meu ontem... Sacrifício e foco! Sacrifico é uma palavra forte, não acham? Ou não? Talvez pros mais preguiçosos sim.

Em Mìdia

Tenho refletido sobre a mídia, sobre o poder que ela exerce na vida das pessoas como um todo (me incluo nesse todo). Tenho tido vontade de assistir mais filmes, de estar antenado no mundo virtual, isso é jóia, mas algo que tem pegado de uma semana pra cá é a maneira como as pessoas têm reagido a respeito do “documentário contínuo” que vem sendo feito à cerca do caso da menina Isabela. Digo documentário porque os noticiários vêm acompanhando cronologicamente, em tempo real esse caso, a gente liga a TV e logo já aparece alguma informação sobre o acontecimento, polêmica sobre a provável culpa do pai da menina e da madrasta na execução do crime, etc. Não nego aqui que foi um acontecimento triste, chocante, porém, quando digo sobre influência da mídia no cotidiano das pessoas, me refiro também a este caso. No orkut, alguns dos meus amigos e amigas têm colocado fotos da menina em seus álbuns, vídeos com momentos dela com a família como se fossem pessoas muito próximas, demonstrando uma sensibilização muito forte com o acontecido.
Nosso coração brasileiro tem essa característica acolhedora e afetuosa, isso é marcante e admirável, mas quantos casos como este não acontecem todos os dias? E a epidemia de dengue no Rio de Janeiro? Pessoas sem atendimento nos hospitais, um problema sério digno de documentário, pois trata-se de uma causa pública, pessoas carentes de recurso que passam despercebidas sendo tratadas apenas como estatística. E, sobretudo, é um problema que atrapalha a imagem do Brasil lá fora, afinal o Rio é o cartão postal do país. Enfim, não vejo no orkut nenhuma homenagem às crianças que faleceram com dengue, talvez por se tratarem de estatísticas ou por não terem recursos o bastante para terem orkut com fotos para que nós “sensibilizados” possamos acessar e colocar em nossos álbuns.
Fica minha solidariedade pra todas as pessoas que passam por momentos difíceis, seja por motivo de doença ou de tragédia, porém fica também a reflexão sobre a maneira como a mídia aborda certos casos e a influência disso tudo no coração das pessoas.
Que seja feita justiça, em todos os casos em que ela precisa ser feita.

Moeda do Equilíbrio

O Governo do Brasil, nos últimos dias, tem dado sinais de que irá limitar o crédito para frear um pouco o consumo do povo brasileiro. É curioso a gente ligar a TV, ver a publicidade em massa instigando à todos o consumo dos mais diversos tipos de produtos e isso ligado com o poder de compra que vem crescendo na medida em que a economia do país cresce. Aprendemos a gostar de gastar, a oferta de produtos é enorme, o crédito fácil... Um prato cheio pro esquecimento do significado da palavra equilíbrio.
Não tenho a pretensão de dar uma aula de economia aqui, mas sim colocar esse tema como reflexão sobre nossos conceitos e sobre a curiosa mania do governo de brigar pelo crescimento, carregar isso como bandeira e depois pensar em limitar o crédito. É como tirar o doce da boca da criança antes de mostrar pra ela o quão perigoso pode ser comer doce demais.
As vendas de veículos estão disparadas, está tão fácil comprar um carro hoje em dia, um bem que muitas vezes serve apenas como ferramenta de status, que faz nosso trânsito ficar pior. Mas o problema não é o carro (mesmo porque adoro carro) o problema, eu acredito, está na cultura das pessoas que não abrem mão desse recurso para usar outro tipo de transporte mais sustentável. Seria ótimo também se nosso transporte coletivo fosse melhor estruturado, ta certo que este é um problema recorrente de décadas, mas será que só isso justifica a passividade do povo no que diz respeito à exigência de um transporte coletivo que atenda todas as classes sociais?
É mais fácil remediar: o capitalismo incentiva a compra; o governo oferece crédito; o povo compra, compra, compra; aí o governo, também pressionado pelas fábricas cuja capacidade de produção já está no limite, pede que sejamos menos consumistas, pois o consumo exacerbado pode vir a trazer conseqüências ruins para o país. Curioso, não acham? Será que não seria mais fácil atacar na causa ao invés do efeito? Porque não educar o povo estimulando uma cultura mais sustentável alinhado com o consumo equilibrado dos recursos?
Confio que agindo localmente continuarei colaborando com o todo. Veja que maravilha, andando a pé eu:
>> Não poluo o meio ambiente;
>> Economizo combustível;
>> Faço uma atividade física;
>> Não me estresso com o trânsito.
Se você é privilegiado e pode abrir mão do seu veículo de vez em quando assim como eu, vai em frente, não custa tentar!!

Adriano

Entre Sons, Números, e Sonhos


Tem dia em que dá vontade de esbravejar
Ouvir de algo ou alguém a resposta que me cura
Amadurecer o coração sem endurecer a emoção
Descomplicar a alma inquieta e insegura

É bom ouvir, a música que soa e lateja as mais secas paixões
Pulsa, ferve, bota pra subir no meu desejo que você realiza
Encara a onda de não que encolhe o coração
De quem sonha, de quem tem paixão

Palavras escritas são mais fortes e mais precisas
Falo de amor, de sonhos desejos, os mais loucos
Ir em frente, gritar até ficar rouco
Mesmo que dentro de mim o silêncio não seja pouco

Assim como no mar
Ondas vêm mas também vão
Assim como no meu peito
Os medos vêm, mas também vão

Um brinde à vida


Sonhos se realizam todos os dias, o encanto pela vida se faz presente em meio aos sorrisos e os resultados. O brilho verde dos olhos que guia e mostra o caminho do amor tem trazido o prazer de viver e ajudado a enxergar com cuidado os amores e humores que compõem tudo o que leva a crer que a vida vale a pena.
Agradecendo todos os dias o dom de viver, de saber o que fazer, de ir de encontro aos objetivos, cuidando passo a passo desse encantamento para que se torne cada vez mais vivo e presente dentro do coração.
Agradeço o aconchego da cama, o sonho da noite, o sol ofuscando os olhos, o café da manhã, a ração dos peixes, o privilégio de poder encarar mais um dia de trabalho. Pode parecer pretensão imaginar a vida como um mar de perfeição, mas pessoas de sucesso são um mar de grandes pretensões, em perfeições que pra muitos estão escondidas nas pedras miúdas, que por pequenas te fazem tropeçar. É, pedras grandes são mais fáceis de enxergar e desviar, pedras pequenas são difíceis de enxergar e te fazem tropeçar. Aliás, adoro pedras (não pense que fumei alguma pra escrever isso, ok?).

O Sucesso está no Equilíbrio


Livro de Robert Wong :

1- Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará se você ao menos , falar.
2- Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância , o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito.
3- Procure conhecer-se , por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.
4- Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.
5-Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou da cultura. Se não foi ganho nem foi dado, não é seu.
6- Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.
7- Respeite os pensamentos, os desejos e as palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito de expressão pessoal.
8- Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você coloca para fora, no Universo, voltará multiplicada a você.
9- Todos as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.
10- Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito Pratique o otimismo.
11- A Natureza não é para nós, ela é parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.
12- As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lição de vida. Quando estiverem crescendo, dê-lhes espaço para que cresçam.
13- Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.
14- Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.
15- Mantenha-se equilibrado ..

"Não tenha medo de crescer lentamente. Tenha medo de ficar parado." Provérbio Chinês

Huguinho, Zézinho e Luizinho


O trio calafrio resolveu se reunir para colocar as novidades em dia e armar a convenção anual em que se celebra o aniversário de um quarto amigo de longas datas.
Huguinho recebeu a tarefa de avisar Zezinho e Luizinho que a convenção será realizada no final deste mês, e é claro que o aviso caiu como uma luva como pretexto para uma gelada, já que os três não se viam a um bom tempo, então estava hora.
Zezinho foi o primeiro a chegar, já pediu uma gelada deliciosamente saboreada dentro do bar. Ao calor que fazia, era natural que estaria mais fresco dentro do estabelecimento, no ar condicionado, porém estava abafado e as mesas de fora estavam ocupadas com pessoas ostentando suas super motos, o que fez com que tivesse que ficar lá dentro mesmo. Huguinho, depois de uns quinze minutos chegou após Zezinho ter ligado para o primeiro, então os dois ficaram a papear esperando a chegada de Luizinho que, como de tradição, não se preocupou tanto quanto Zezinho e Huguinho no que diz respeito à pontualidade.
Enquanto Luizinho não chegava, Huguinho e Zezinho falavam sobre as famílias, trabalho, estudos, sempre acompanhados das geladas. Até que Luizinho chegou e logo providenciou mais geladas para acompanhar as risadas vindas das besteiras faladas. Passados uns minutos, as super motos com seus donos foram embora, daí os três amigos resolveram ir pra fora observar o movimento e de quebra ficar mais a vontade pra papear.
Os três patos conversando, com a mesa cheia de long necks vazias. Veja só, um prato cheio pro lobo que espiava de fora as pintas de patos espertos. O lobo, de sorriso branco e cativante se aproximou de Huguinho, Zezinho e Luizinho oferecendo-lhes seu artesanato numa lábia inacreditavelmente eficaz. Vendo que ninguém tinha interesse em comprar o artesanato, o lobo resolveu vender a idéia de uma aposta.
Vinte reais dos três patos-patetas apostados num jogo que consistia em escolher um espaço onde colocar uma caneta num cinto enrolado pelo lobo de maneira que, ao puxar, o cinto poderia ficar preso à caneta, caso o cinto ficasse solto, o lobo ganhava, caso contrário, os patos ganhavam os vinte reais mais um totem feito artesanalmente (belo material). Parece que lobos fazem artesanato por esporte e ganham dinheiro à custa de patos.
Em duas ou três rodadas de “teste”, Luizinho ganhou, recebendo méritos do lobo que dizia “Você conhece esse jogo, você é malandro”. Huguinho e Zezinho, motivados com a possibilidade de ganhar a aposta com o apoio da perspicácia de Luizinho e sentindo total confiança na insegurança demonstrada pelo lobo de maneira brilhante, escolheram arriscar. Durante longos vinte minutos o lobo, numa interpretação digna de Oscar, mostrava sua habilidade em mexer com o psicológico dos patos chegando a pedir para fazer outra rodada porque aquela, escolhida com certeza por Huguinho, os patos perderiam. É óbvio que os patos acreditaram que o lobo estava encurralado, pois três patos “espertos”, inteligentes não falhariam perto de um mero lobo sujo que chegou até a avisar que os patos perderiam. Pros patos-patetas, jogo ganho! Apostado...
Com o teor desse texto, deu pra perceber o que aconteceu, certo? Vinte reais dos três patos-patetas no bolso do lobo.
É óbvio que nenhum dos três deu muita corda no primeiro momento para aquele lobo ripe sujo e mal cheiroso, mas o poder de persuasão daquele antes visto como um pobre lobo coitado, virou o jogo contra os três patos-patetas que ali sentiram um misto de ódio e, por incrível que pareça, admiração.
Os patos aprenderam e ensinaram. Aprenderam que lobos são perigosos e ensinaram para todos como se consegue ser enganado.
Dos três, Zezinho foi o pato que ficou mais chateado. Chateado não com o lobo, mas por se sentir responsável por aquela situação, por constatar que na verdade muito sabe quem acha que nada sabe (entendeu?). Ter perdido o jogo o levou a refletir sobre se arriscar, e isso pesou muito pois sua criação foi à base de pé no chão e muita cautela, e nessa história, tentando inovar, fazer diferente, deu no que deu. Zezinho não queria os vinte reais de volta, o orgulho falou muito mais alto, o que o consumia foi sair com a moral baixa. Sorte que Huguinho e Luizinho estavam tranqüilos e até fascinados com o show de talentos do lobo e com as charadas ensinadas por ele depois de ter ficado com os vinte.
Mas fica uma pergunta: Caso tivesse acontecido o contrário, Zezinho estaria arrependido ou feliz em ter levado vantagem sobre o lobo? Olha, antes de tentar responder essa pergunta, é melhor pensar bem antes de jogar com lobos.

Um Presente tão Presente


Olhar você, sentir tão próxima e alinhada com meus desejos.
Abro mãos das minhas vontades de solteiro pela liberdade que descobri entre a gente. Me ilumina com o brilho verde destes olhos e me encanta com a suavidade e leveza da tua voz. Antes de me imaginar sem você, eu me ocupo agradecendo á vida por ti em meus braços, que encaixe perfeito! Serenidade que me aproxima dos meus sonhos e simplicidade que me impulsiona a pensar em planos pro sonho de vida de casal e de pai.

Te amo

Conquering the World


Mais do que sempre as coisas na vida sempre me foram suaves, mesmo quando turbulentas. Mas o que fica entre o leve e o dificultoso é a maneira como se percebe. É um exercício interessante esse; encarar os acontecimentos com bons olhos, de um jeito diferenciado. Não que seja fácil, mas tenho percebido que é a única saída e a alternativa mais adequada, afinal, antes uma reflexão positiva do que polêmica. Aliás, polêmica hoje em dia é uma coisa que dá ibope, principalmente polêmica alheia, afinal pimenta nos olhos é refresco né, uma fofoquinha de vez em quando vai bem, não vai? Bom pros bolsos dos donos de canais de televisão que sabem disto.
É claro que não é desde sempre que tenho procurado exercitar essa percepção positiva sobre as coisas, já que, estando e transformação e construção permanentes, é evidente que a vida vai nos ensinando e dando a oportunidade de fazer nossas escolhas. O produto final disso tudo é o bem-estar como pessoa que acredito ser o que tanto as pessoas buscam diariamente, independente da posição financeira ou social que se encontre. O que nos traz bem estar é estar bem e olhar bem tudo o que nos compõe. A gente é capaz de fazer o mundo ir a nosso favor!

O Dom da Amizade

É clichê falar o quão importante e gratificante é ter amigos, mesmo sendo clichê, me vem inspiração pra escrever sobre.
Nos carnavais das nossas vidas sempre fica marcada alguma situação ocorrida, uma farra ou aquele ou muitos daqueles beijos dados nas aventuras dessa época, ou ainda aquele porre que de vexame não tem nada, pois é carnaval né! E quem nunca se vestiu de mulher, ou de homem no caso das mulheres? Em dias de carnaval é natural imaginar tudo isso, sendo solteiro ou não (menos na parte dos beijos, pros compromissados..rs). Faz parte lembrar o carnaval como tempos de boa farra; carnaval vem da palavra carne.
Meu carnaval deste ano, entretanto, foi bem atípico, mas alinhado com alguns dos meus propósitos (no último texto refleti um pouco sobre eles) e projetos para esse ano. Tive a doce companhia da Ingrid, minha preciosidade, e a agradável receptividade do Lú e da Rafa que têm sido amigos-espelhos no que diz respeito à cumplicidade, afeto e dedicação um ao outro e ao convívio como casal.
Pode parecer estranho, pra quem olha de fora, um cara como eu com 24 anos de idade abrir mão de um carnaval regrado de farra para curtir programas caseiros com muita lentilha, churrasco e papo cabeça, mas essa tem sido minha essência, meu eu, composto de bons amigos, bons papos e muitos projetos.
Valeu Lú, Rafa, estejamos sempre juntos, vocês são amigos que têm feito com que eu afine cada vez melhor minhas cordas para que a canção da minha vida, como namorado principalmente, soe mais harmônica e maravilhosa.

Adriano