E ae galera, essa se chama "Ao teu lado". Está fresquinha, saiu do "forno" a pouco...

Correr atrás ???

É muito comum ouvirmos e falarmos a frase: "tem que correr atrás...". Correr atrás de um grande sonho, correr atrás do corpo perfeito, correr atrás da melhor colocação profissional. Mas por que correr atrás?
Dizer “correr atrás” soa como numa corrida sem fim, uma posição continuamente inferior atrás de algo inatingível, que vive fugindo da gente. Afinal, o que a gente quer está em movimento também? O movimento faz parte da lei da vida, mas não acho que nossos sonhos costumam apostar corrida com a gente.
O que às vezes esquecemos é que somos maiores que nossos sonhos. Sem o sonhador, um sonho não existe.
Correr à frente de um sonho é acreditar em si e vê-lo realizado com naturalidade fazendo assim girar nossa fábrica de sonhos ao idealizar, realizar e constantemente renovar esse ciclo, pois cada sonho é transformado em outro na medida em que é realizado.
Os sonhos dependem da gente. Se for o contrário, serão sempre inatingíveis...
Nossa, esse texto me deixou com uma vontade de dar uma passada na padaria...

Puro Volume...

Quando a gente está inteiro naquilo que faz, sempre “dá samba”. Tenho notado isso através da música também. Há dias em que um simples ensaio não sai legal e olha que ensaiar, cantar é uma coisa que me dá muito prazer ao fazer. Encontrei, portanto, um bom parâmetro para descobrir se to bem comigo mesmo. Ontem, por exemplo, fiz um ensaio super agradável, minha voz fluiu livre e forte, minhas mãos não doeram, ou seja, eu tava inteiro ali. Aí lembrei que, meia hora antes de começar a ensaiar, eu estava assistindo o DVD “um barzinho e um violão” curtindo os grandes músicos do Brasil cantarem diversas canções. Uma interpretação que me chamou muito atenção foi a do Humberto Gessinger na música “Revelação” do Fagner. Fiz questão de colocá-la no repertório. Ver e ouvir me inspira... A música de fato tem esse poder.
Não tem coisa pior que fazer alguma coisa sem prazer, mesmo sendo algo que a gente adora fazer. Uma comida pode ter o melhor dos sabores, mas se não se está inteiro na janta, não adianta (tem gente que se delicia com um prato de miojo).
Nos resta descobrir quais são os nossos “indicadores de bem-estar” para percebermos se estamos inteiros ou não naquilo que nos propomos fazer. Não é à toa que há pessoas saudáveis e ricas, porém infelizes.

Você já passou um dia sem ouvir ou pensar em alguma música?

Música faz bem pra alma e não é à toa que está impregnada em nossas vidas. Momentos, situações, propagandas... Já imaginou um dia sem música? Seja na abertura do jornal da TV ou na cena de um filme, há música, todo dia a gente ouve ou pensa em uma música.
Eu estava refletindo sobre isso esses dias. O músico, porém, para algumas pessoas mais saudosistas, é tido como o “à toa”, aquele que acorda tarde, não tem disciplina, se veste mal e usa drogas. Muitos dos grandes músicos que o mundo já teve eram assim, porém tiveram vidas curtas. Os que ficam, são os menos “loucos”. Num programa na Multishow, vi o Rogério Flausino do Jota Quest falar isto. O músico é um profissional como outro que precisa ter excelência, disciplina, empenho e, sobretudo, amor ao que faz. Os “loucos”, apesar de talentosos, duram pouco.
A música é uma arte que faz parte da vida da gente e representa muito do que somos, do que sentimos e vivemos..

Aplausos ao Público

Uma vez vi no Youtube o Freddie Mercury numa entrevista e ele dizia que, nos shows, ele gostava de fazer com que público fizesse parte do espetáculo. Não é à toa que é mais emocionante ver o Queen ao vivo do que ouvir em estúdio (eu, pelo menos, não me canso de buscar shows deles no youtube principalmente na fase anos 80).
Quando se está no palco, sente-se a energia do público. Acontece como numa via de mão dupla. Na medida em que o som está agradando, as pessoas cantam, dançam, entram na mesma vibração e o show passa a ser uma coisa só; regida pela força do som, o bem-estar do músico e o carinho do público.
Há shows de músicos excelentes, mas de pouca participação do público, o que faz o conjunto da obra ficar aquém do que ficaria se as pessoas estivessem de fato curtindo. Penso que, portanto, o músico deve aplausos ao público, pois um bom show depende não só da competência de quem está no palco, mas também da maneira como o público recebe o show.
Vejo alguns “músicos” na noite que agem com um teor de vaidade ao nível de estrela. Parece que eles esquecem que precisam das pessoas e acham que as pessoas é que precisam deles... Falta pra eles entender o depoimento do Freddie Mercury, um dos maiores cantores que o mundo já teve, colocar o público como parte fundamental, muitas vezes até acima do artista.

Big Bost...

Então, quem me conhece sabe que não curto muito viver a vida dos outros. Tenho total repulsa à fofoca ou a coisas que dizem respeito à vida alheia. Cada um no seu quadrado...
Entrei nesse assunto por causa do Big Brother. A alta audiência de todos os dias, pra mim, é um grande exemplo do desejo que nós temos em olhar a postura alheia diante de dificuldades ou quando vivem em comunidade: os conflitos, as caretas, as pernas de fora. E é incrível como os que mais polemizam são os que mais tempo ficam na casa, afinal são eles que fazem o circo pegar fogo, não é? Ou seja, os mais valorizados, mais idolatrados são os “armadores de barraco”. Se você for um big brother calado, só na miúda, pode crer que seus dias estão contados na casa...
Não acompanhei as edições anteriores do Big Brother, pois achava tudo aquilo uma grande besteira. Porém hoje, talvez porque todos que me rodeiam acompanham (namorada, mãe, pai, irmão e amigos) e, buscando o que há de melhor nas coisas, tenho parado para olhar criticamente e refletir sobre tudo aquilo. Cheguei a imaginar como seria maravilhoso ter uma idéia como essa. Penso que o cara que inventou os realities shows hoje deve ter status de gênio. Como pode ser tão genial reunir pessoas numa casa cheia de câmeras? Será que tenho chances de ter uma idéia como esta? Espero que sim.
Milhões de pessoas gostariam de entrar naquela casa, milhões de pessoas se propõem a serem verdadeiras cobaias para interagir promovendo uma novela real onde a fama, muitas vezes, é objetivo maior do que o prêmio final. Às vezes parece que algumas pessoas se sentem vitoriosas só de estarem ali dentro sendo vigiadas 24 horas por dia, pois mesmo que saiam no meio do caminho, certamente terão muitos compromissos, status de ex-big brother e, certamente capa de alguma revista masculina ou não.
Se você reparar algumas posturas, vai perceber também que as pessoas estão cada vez mais interessadas única e exclusivamente nos próprios umbigos, parece normal ver pessoas “jogando”, usando máscaras ao invés de se relacionarem sem elas. Se a relação entre as pessoas é o que faz o Big Brother ter sucesso, por que as pessoas insistem em querer “jogar”? Afinal, se relacionar é jogar, ou jogar é se relacionar? Talvez se não houvesse prêmio no final, a palavra “jogo” não seria nem se quer lembrada.
O fato é que por mais vazio que seja o integrante da casa, ele consegue ficar famoso. Mas a fama é rasa, ela passa, a memória das pessoas é curta. Acho que muitas pessoas confundem fama com sucesso. A diferença fundamental entre eles é que o sucesso é sustentado pelo talento, ele é permanente, pois é fruto de muito trabalho. A fama, entretanto, muitas vezes é apenas um status relâmpago num rostinho e corpinho bonito.
Bom, espero que nós saibamos refletir sobre as relações entre os nossos “heróis” (hã??!!) como o boçal, aliás, o Bial diz. Analisando tudo isso separando o joio do trigo.

Santos sempre Santos!

Nasci numa cidade linda, que ontem completou 463 anos. Banhada pelo mar, de poder estratégico para o país, dona de histórias ricas e de paisagens marcantes. Qual o santista que nunca foi ao Monte Serrat? Eu por muitas vezes subi aquelas escadas como quem tinha o desejo de alimentar a fé e, porque não, perder umas calorias também? E o morro da Asa delta, um prato cheio pra quem gosta de olhar pro mar numa posição imponente, grandioso como o próprio mar. Lá a gente se sente assim ao ver a cidade por inteiro, por cima, desde a praia até o porto.
Tenho paixão por esta cidade cujas limitações não a faz perder o brilho e meu amor. O mercado de trabalho em Santos não oferece tanta oportunidade como em São Paulo. Ta certo que estou comparando Santos à maior cidade do Brasil, mas a proximidade entre essas duas metrópoles torna inevitável esse tipo de comparação. São Paulo pode ganhar em oportunidades, porém em qualidade de vida, acessibilidade, beleza, perde disparado para Santos. Isso me prende aqui. Já tentei em outras épocas buscar novos ares, mas não largo esse jardim e esse clima tão fácil. Santos, apesar de ser uma cidade praiana, não morre quando termina a temporada, diferente de outras cidades da baixada que quando o verão acaba, é possível ver aquela bola de palha rolando no chão ao vento, como numa cidade fantasma, sabe? Santos não para, é um cidade feita não só para turistas, mas, principalmente para os santistas. Santistas de nascimento, de moradia e de time! Santos, sempre Santos!
Parabéns e obrigado por ter sido meu abrigo e meu berço!

A foto abaixo é da praia do Gonzaga, belo pôr do Sol, não acha?

17 de janeiro


Essa coisa de deixar registrado aqui o que tem rolado nos shows tem sido uma forma gostosa de relatar o meu amor por esse hobby. Não sei se muitas pessoas lêem, não sei se é do interesse de todos tudo isso, mas pra mim é... Relembrando a proposta deste blog: escrever sobre os momentos e movimentos para em breve revivê-los, revisitá-los... Raramente escrevo logo após os shows, mas acontece que esse último foi diferente, diria mais: diferenciado.. Tá tão recente, sabe aquela sensação pós orgasmo? Ressaca causada pelas muitas doses de música. Ah acho que realmente descobri o meu vício, a minha cachaça. Tudo deu certo ontem, pareceu mágica, pois durante a semana pedi à mim mesmo auto-confiança que, na minha opinião, é fator fundamental para que qualquer coisa que se proponha fazer dê certo. Principalmente quando se está em cima de um palco, pessoas te vendo, ouvindo cada acorde, cada palavra. Fazendo voz e violão então... A coisa é mais "braba” ainda, os erros são mais "percebíveis". O fato é que a equalização do som esteve simplesmente impecável, não sei que mágica que o Felipe e o Marcelo fizeram, trazendo mais ganho, mais brilho ao som... Eu me ouvia por completo, cada "tsc" "tsc" era ouvido e, sobretudo, sentido. Senti uma energia tão gostosa do público que foi presenteado com a percussão do Marcelo e a bateria do Cristiano. Nós três, sem ensaio, que show! A tiazinha dançando na frente do placo, sendo fotografada, sendo considerada minha paquita rss... Muita boa energia, um dos melhores shows até agora.... A Nathalia, a Paula e o namorado estiveram por lá tbm, fiz questão de cantar "Resposta" para eles em homenagem ao Luiz, foi maravilhoso... Eles aparecerem por lá justamente nesse show que fiz com tanto prazer... Não acredito em coincidência...
Depois fiz backing vocal com a Lockstroty, consegui soltar bem a voz... Bela parceria essa, sinto que trará bons frutos...
Obrigado a todos pelo carinho, principalmente à Ingrid, meu amor. Sem ela muito de tudo isso não estaria acontecendo.

Em 10 de janeiro... Eu fui

No último sábado teve show. Um dos mais transpirados, mas confio que tenha sido um dos melhores. Músicas novas, muita gente assistindo e, para dar mais ganho ao som, o Cristiano da Lokstroty me acompanhou na bateria. Apesar da transpiração desde a hora de sair de casa com toda a ferramenta nas costas de biz, até nas duas horas de show, minha ressaca pós sábados na XV tem sido bem, como posso definir? Ah, relaxante eu acho, pois apesar dos pesares, fazer o que gosta é “orgasmático”. Válvula de escape, economia no bolso, contatos e, sobretudo, mais calo em cima do palco \o/ ... Um pouco masoquista, mas estou adorando!

Acorda Menino!

Tempo, que passa depressa
Lembro da época que não tinha pressa
Tempo, matéria prima na usina de nostalgia
O que era tão real hoje mera utopia
Nas músicas da época e nos encantos da era
Só estudava e sonhava um mundo de quimera
Cada vez mais breve, o tempo revela-se razão
Por vezes longe da emoção, mas tão perto do coração
Como um eixo duma gangorra,
Quando muita razão, sobe a emoção
Quando muita emoção, sobe a razão
Sem esse movimento não há diversão