A Música me ensina profundamente uma audácia no mundo de sentir-se a si mesmo. Eu busco a desordem, eu busco o primitivo estado de caos. É nele que me sinto viver. Preciso da escuridão que implore, da receptividade das mais primeiras formas de querer.
The Beatles. Já ouviu falar nessa banda? Não conseguiram muito sucesso não, tiveram pouca visibilidade, suas músicas não ficaram muito conhecidas e pouca gente gosta... Bom, saindo do dia primeiro de abril (rs), eu sempre gostei demais desses caras, é uma das minhas principais influências e tenho tido o prazer de revisitar e ensaiar com mais freqüência o som deles todas as segundas-feiras com um dos meus alunos de violão, o Breno. Ele tem 11 anos de idade e é Beatlemaníaco! Genial isso, não acham? Geralmente a garotada dessa idade tem seus gostos musicais baseados no que a mídia promove na atualidade e o Breno é uma rara e feliz exceção.
Uma das músicas da banda que mais gosto de tocar é I saw her standing there. Gravei no celular um ensaio e deixei disponível pra você ouvir no play acima, confira!
Curioso que geralmente a gente sente certa aversão ao ouvir nossa própria voz numa gravação, já aconteceu isto com você? Mesmo trabalhando com música eu tenho essa sensação e hoje descobri que não é por excesso de cobrança comigo mesmo que isto acontece (rs).
Ao ler uma das apostilas da Uno&Verso, produzida pelo meu amigo e colega de trabalho Zé Ricardo, aprendi que quando falamos, ouvimos nossa voz simultaneamente por dois canais, um canal funciona por meio de um sistema auditivo interno, as "Trompas de Eustáquio" (lembro deste nome nas aulas de Biologia), também conhecido como Ressonância Craniana. No segundo canal, ouvimos nossa voz emitida no ambiente que estamos e a captamos pelo sistema auditivo normal. Ao ouvirmos nossa voz por meio de um gravador, captamos apenas o som que emitimos no ambiente, ou seja, através de um único canal. O gravador não registra o som que ouvimos internamente, por isso sentimos essa diferença.
Achei interessantíssimo. Se na época minha professora de Biologia usasse um gravador na aula para nos passar este conhecimento através da experimentação, eu certamente não teria esquecido essa lição.
Cabe a nós equalizarmos os sons que recebemos do ambiente em harmonia com nossa audição interna, acho que assim a gente ouve bem o que há e o que houve.
Já que citei o Zé no post, coloquei abaixo uma música cuja letra é dele. Além de amigo, colega de trabalho e mestre, o garoto é poeta! A música se chama "Novelo Zerado"
Me impressiona o poder que a música tem de trazer lembranças especiais do que se passou. Com muitas músicas isto acontece comigo, sou um pouco nostálgico e ao ouvir um som antigo, começo a viajar e re-visitar o passado com saudade. Com esta música da Tracy Chapman eu lembro dos domingos que passávamos na praia, das besteiras que eu adorava comer lá e das aventuras infantis, numa época em que a única preocupação era o boletim.
E você, qual música te traz lembranças da infância?
Recebi um e-mail a um tempo atrás dizendo que especialistas em felicidade afirmam que experiência é o que de fato faz uma pessoa feliz e não objetos. Interessante e inspirador, não acham? A gente aprende a valorizar coisas, algumas vezes esquecemos de "Ser" e lembramos e focamos no "ter". Também é legal "ter", principalmente quando damos o uso devido. Isto evita excessos e desperdício. Se não fosse assim não teria tanta gente rica, mas infeliz por aí, não é verdade? Daí a gente nota que o mais legal da felicidade está nas diversas formas que ela pode se apresentar, depende da experiência de vida de cada um, das escolhas que fazemos e daquilo que somos! Acho que se a felicidade não fosse subjetiva ela não seria tão desejada. Uma das minhas fontes de felicidade é a música, não no sentido de almejar ser um Rock Star, mas por tudo aquilo que ela me proporciona em muitos sentidos. Minha querida mãe me pediu pra tirar esta música, dedico à ela este vídeo =)
Ontem, ao pesquisar o compositor desta música descobri que ela é uma versão em português da música "I want you" do Bob Dylan, interessante né? Ouvi a original e preferi o arranjo do Skank...
Este vídeo abaixo foi gravado em janeiro e só agora resolvi publicá-lo. Espero que gostem =)
Quem gosta de música tem ouvido para todos os gêneros, nem que seja pra criticar (rs).
Eu adoro navegar no youtube, vê-se e ouve-se de tudo lá, além de descobrir muitas coisas nele, tenho usado-o para procurar as músicas que pretendo tirar e hoje minha mãe pediu pra eu cantar pra ela "Yolanda" na versão do Chrystian e Ralf, então acessei-o, encontrei a música e vi, nos vídeos relacionados, uma versão ao vivo deles da música "Nova York" e notei que só o que tinha de sertanejo nela era a segunda voz, pois o arranjo é puro Rock ´n roll! Notas das vozes lá em cima, distorção nas guitarras e solos fervilhantes, hehe.
Achei interessantíssima essa conversa entre o Sertanejo e o Rock, pura democracia musical e isto tem acontecido muito com o aparecimento do Sertanejo Universitário. Acho que Chrystian e Ralf foram os precursores desta nova moda, essa dupla é muito boa, gosto muito!
Ouça a música, o vídeo está abaixo.
Ah, e já que falamos de youtube, quando você puder, acesse-o e digite "Dirribeira" pra dar uma espiada nos meus vídeos, ok? (rs) Momento "jabá" hehe.