Viagens, lugares e sensações podem ter trilha sonora...
Há mares...
Amigo do mar, mesmo morando perto dele, descobri há muitos outros mares. Há mares de casa, que, por ali morar, já encantaram mais. Há mares que nunca vi, há mares Atlânticos, há mares Pacíficos, há mares verdes, há mares azuis... Há mares da Bahia! Há mares que renovam o amor, há mares que deixam saudades.
Labareda
Luzes apagadas, fogo estalado na lareira, assim o tempo se finge parado, embora bata asas e vá rasante como a noite em busca do amanhecer, como a lua que, apressada, no fim da tarde vem aparecer.
A grande certeza: o SOL! Imponente, ardente e vivo exalando o calor parecido com o da tímida lareira, ela alumia e esquenta esta noite fria, rasante e apressada, ansiosa com a chegada do novo dia.
Sempre esteve lá...
Disseram-me que acordar e o céu olhar é o início de mais um dia ritualizar. Aberto ou encoberto, ele sempre esteve lá. Antes de todos os prédios que o horizonte da minha janela insiste mostrar, antes de o primeiro ser vivo aqui habitar, antes do primeiro peixe do mar, antes da primeira flor florear, antes do meu peito pulsar... O céu sempre esteve lá.
Ação em Relação (01:24 am)

Eu soube dizer o que precisava
Quando senti que o melhor da gente em nós dois encontrava
Voz embargada, testa arranhada, lágrima rolada
Aquele acorde suado soei
Quando com teus olhos sonhei
Dá cá um abraço, esqueço que há laço
Me lanço, invado teu espaço
Amar, não explicar, cem definições procurar
É vento tempestade virar
Som que acalenta minha alma
Palpita meu peito sem preocupar com o melhor jeito
Esquece o perfeito
Só quero num dia de sol com brisa do mar
Em teus braços poder numa rede repousar
Bússola flor - Vídeo
A Música me ensina profundamente uma audácia no mundo de sentir-se a si mesmo. Eu busco a desordem, eu busco o primitivo estado de caos. É nele que me sinto viver. Preciso da escuridão que implore, da receptividade das mais primeiras formas de querer.
Clarice Lispector (um sopro de vida)
Enquanto eu estiver vendo a luz...
Clique no "play", ouça a música, a tradução está abaixo.
Diz muito...
Coloque uma vela na janela
Pois eu sinto que devo ir
Apesar de estar indo embora
Eu voltarei logo para casa
Enquanto eu estiver Vendo a luz
Arrumo minha mochila e vamos andando
Pois estou destinado a vagar por um tempo
Quando eu tiver partido, você não terá com que se preocupar por muito tempo
Enquanto eu estiver vendo a luz
Acho que tenho aquele velho espírito de viajar
Pois este sentimento não me deixa em paz
Mas eu não vou não vou perder meu caminho Não,não
Enquanto eu estiver vendo a luz
Sim! Sim! Sim! Oh, sim!
Coloque uma vela na janela
Pois eu sinto que devo ir
Apesar de estar indo embora
Eu voltarei logo para casa
Enquanto eu estiver vendo a luz
Enquanto eu estiver vendo a luz
Enquanto eu estiver vendo a luz
Enquanto eu estiver vendo a luz
Enquanto eu estiver vendo a luz
Creedence Clearwater Revival
Composição: John Fogerty
Amigo devaneio
Como água a cem graus
Borbulhas em pensamentos
Como o som de uma voz reprimida
Dieta insossa no sabor da vida
Como a árvore que cresce
Folhas em forma de lágrimas de outono
Como pássaro grande pro ninho
Braços abertos pra gravidade, pro nunca vivido
Como anjo sem asas
Com pés no chão demoro demais pra chegar na tua casa

I Saw Her Standing There
Clique no play:
Uma das músicas da banda que mais gosto de tocar é I saw her standing there. Gravei no celular um ensaio e deixei disponível pra você ouvir no play acima, confira!

Você gosta de se ouvir?
Curioso que geralmente a gente sente certa aversão ao ouvir nossa própria voz numa gravação, já aconteceu isto com você? Mesmo trabalhando com música eu tenho essa sensação e hoje descobri que não é por excesso de cobrança comigo mesmo que isto acontece (rs).
Ao ler uma das apostilas da Uno&Verso, produzida pelo meu amigo e colega de trabalho Zé Ricardo, aprendi que quando falamos, ouvimos nossa voz simultaneamente por dois canais, um canal funciona por meio de um sistema auditivo interno, as "Trompas de Eustáquio" (lembro deste nome nas aulas de Biologia), também conhecido como Ressonância Craniana. No segundo canal, ouvimos nossa voz emitida no ambiente que estamos e a captamos pelo sistema auditivo normal. Ao ouvirmos nossa voz por meio de um gravador, captamos apenas o som que emitimos no ambiente, ou seja, através de um único canal. O gravador não registra o som que ouvimos internamente, por isso sentimos essa diferença.
Achei interessantíssimo. Se na época minha professora de Biologia usasse um gravador na aula para nos passar este conhecimento através da experimentação, eu certamente não teria esquecido essa lição.
Cabe a nós equalizarmos os sons que recebemos do ambiente em harmonia com nossa audição interna, acho que assim a gente ouve bem o que há e o que houve.
Já que citei o Zé no post, coloquei abaixo uma música cuja letra é dele. Além de amigo, colega de trabalho e mestre, o garoto é poeta! A música se chama "Novelo Zerado"
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